A versão prévia do chuveiro automático – ou sprinkler como também é conhecido – foi inventada em 1812 pelo britânico William Congreve. O sistema era constituído de aspersão manual, utilizando tubos perfurados ao longo do teto. Quando começava um incêndio, bastava acionar uma válvula de fora do edifício para enviar água através das tubulações.

Anos mais tarde, Henry S. Parmalee criou e instalou o primeiro sistema de chuveiro automático, em 1874. Parmalee patenteou sua idéia e teve grande sucesso.

Atualmente, os chuveiros automáticos são amplamente utilizados em edifícios e fábricas. O tamanho e o risco da edificação é que define se é obrigatório ou não a instalação desses chuveiros automáticos.

Como os chuveiros automáticos são ativados?

Os chuveiros automáticos possuem um bulbo de vidro contendo um líquido sensível ao calor. A ampola de vidro atua como um tampão que impede que a água escoe até que a temperatura ambiente em redor do aspersor atinja a temperatura de ativação. Assim, apenas os aspersores perto do fogo funcionarão.

A ativação do equipamento impede que o incêndio se alastre, diminuindo danos à propriedade. Pois atua diretamente no foco do incêndio.

Existem diferentes tipos de chuveiros automáticos, conheça alguns abaixo:

  1. tubulação molhada
    Esse é considerado o sistema mais confiável, é o mais simples também. Nesse sistema, a tubulação permanece já pressurizada, bastando romper o bulbo do chuveiro automático para o jato d’água agir contra o foco de incêndio.
  2. tubulação seca
    Os sistemas de tubos secos são instalados em espaços em que a temperatura ambiente pode ser fria o suficiente para congelar a água em um sistema de canalização molhada, tornando o sistema inoperante. Nesse tipo de sistema, não existe água na tubulação, ao invés disso, existe ar em uma pressão abaixo da pressão do fornecimento de água.

    Alguns proprietários de edifícios podem ver sprinklers de tubo seco como vantajosos em termos de proteção de objetos valiosos.

    Esse método pode, porém, oferecer algumas desvantagens como maiores custos de instalação e manutenção, aumento do tempo de resposta de fogo, aumento de potencial de corrosão.
  3. sistemas de pré-ação
    Os chuveiros automáticos com sistema de aspersão de pré-ação é especializado para uso em locais onde a ativação acidental é indesejável, como, por exemplo, museus, onde a ativação poderia arruinar obras de artes, livros, entre outros; ou centros de dados, onde computadores e processadores poderiam ser danificados pela água. Esse tipo de sistema funciona de forma híbrida, com aspersão molhada e seca, dependendo do objetivo exato do chuveiro.

Além dos métodos citados acima, também existem sistema de dilúvio, sistema de aspersão de água de espuma, sistema de spray de água e sistema de névoa de água.

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Fonte: CORPO DE BOMBEIROS DA PMESP E UNICAMP