Em 1980 um incêndio atingiu o hotel da MGM em Las Vegas, deixando 85 mortos e cerca de 600 feridos. O incêndio teve início no térreo, porém, como o prédio não era provido de chuveiros automáticos, a fumaça se espalhou pelo prédio por meio das escadas, sistema de ventilação e elevadores. Mais de 79% das mortes ocorreram devido a livre circulação da fumaça.

Para evitar esse tipo de tragédia é imprescindível adotar meios pelos quais a fumaça e o calor possam ser extraídos da edificação antes que se espalhem pelo ambiente. Essa estratégia é conhecida como controle de fumaça. Quando bem executada, essa técnica pode ainda dar visibilidade da rota de fuga e fazer a ventilação do ambiente, reduzindo a temperatura interna.

Quando e como adotar as medidas de controle de fumaça?

A legislação do Estado de São Paulo obriga a adoção do controle de fumaça em edificações com mais de 60m de altura (com exceção de edifícios e hotéis residenciais e apart-hotéis) e em subsolos não utilizados como estacionamentos.

Para saber se o controle de fumaça deve ou não ser adotado, primeiramente é preciso analisar se o tempo de evacuação é maior do que o tempo de propagação de fumaça. Se a resposta for sim, um sistema de controle de fumaça deve ser adotado, levando em consideração o número de pessoas que o ambiente comporta, tempo de evacuação do local, o possível tamanho do incêndio, seu comportamento, espessura da camada de fumaça e de visibilidade, zonas de fumaça, temperatura ambiente, efeito dos sprinklers e o tempo que levaria para o ambiente ser tomado pela fumaça.

Outro fator importante é saber se o edifício em questão possui ou não grandes vãos. Em edifícios com grandes vãos nem sempre é possível fazer a compartimentação para limitar o incêndio em áreas pequenas, e corre-se alto risco da fumaça se propagar mais rápido do que o fogo em si. Nesse caso, um controle de fumaça também é requerido.

Como fazer o projeto de controle de fumaça?

O projeto do controle de fumaça deverá conter as seguintes informações:

  • medidas básicas de combate ao incêndio (quantidade de extintores e hidrantes);
  • medidas de compartimentação (horizontal e vertical);
  • medidas de alerta (sinalização orientativa, alarme sonoro e visual, detecção de incêndio);
  • medidas avançadas de combate (sprinklers, water mist, gases limpos);
  • medidas de controle de fumaça naturais e mecânicas.

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